quarta-feira, junho 30, 2010

Apresentação


A apresentação do meu livro, "o sangue. Vem todo do coração terá lugar na Velha-a-Branca (Braga), no próximo dia 14 de Julho (Quarta-feira), a partir das 21h30.
Não faço a mínima ideia o que é que eu ou as outras pessoas vão dizer, mas à partida deve haver a leitura de alguns poemas para dar uma ideia do que está dentro do livro e eu devo dizer qualquer coisa bonita tipo "obrigado" ou qualquer coisa parecida.
No fim quem quiser pode comprar, pedir autógrafos, gozar comigo...essas coisas todas!

Aos mais impacientes, garanto que deve ser coisinha para não demorar muito mais de meia hora, até porque eu tenho compromissos de carácter inadiável (leia-se boémio) aos quais tenho que comparecer forçosamente...


Mais informações ainda em:

http://www.velha-a-branca.net

Kordny@gmail.com

+351 91 260 19 51

segunda-feira, junho 07, 2010

Na ressaca de um mais um livro

"No man is an island, entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main. If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friend's or of thine own were: any man's death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee."

John Donne, na introdução de "For Whom the Bell Tolls", de Ernest Hemingway


segunda-feira, maio 24, 2010

Capa: Versão Final

Aqui fica a versão final final da capa! A data de saída do livro deve ser anunciada nos próximos dias! ( :

quinta-feira, abril 29, 2010

A lua partiu
deitada num cobertor de cinzas
a cavalo com a legião de desencontrados
que povoa as ruas de néon desta cidade fantasma.

Tenho a certeza que, ao luar,
seria mais fácil esquecer o rasto de tentações que me assombra.
Mas os lobos atacam assim,
negros, sem olhos nem luar
escondidos na noite,
à espera de farejar o sangue doce da solidão.

Agora que espero a decomposição ácida dos nossos encontros no sossego
[do cimento da esperança,
e aguardo que os lobos devorem de vez as entranhas dos meus passo de
[melancolia,
tenho a certeza:

(e aquele lobo que destrói o meu fígado tem olhos de luar e paraíso)

- Com o luar tinha sido mais fácil querer sobreviver-te.

quinta-feira, março 25, 2010

A solidão encontrou-os assim,
frente a frente,
ela com uma lágrima no olho
ele com um medo do tamanho do munho a esconder-lhe as mãos.

A solidão juntou-os assim
ao longe, unidos pela distância
de quase impossíveis, ao sabor
de contratempos e desilusões
todas iguais.

A solidão levou-os assim,
perdidos, desviados para cemitérios
em primaveras que prometiam não ter fim.

Eles continuaram assim
juntos na solidão e no receio
itermitente, por vezes disfarçado,
de serem alguém.